Arte e esfera pública 2008
Colaboração com Graziela Kunsch
O projeto Arte e esfera pública procurou 1. entender o que significa “esfera pública” hoje; 2. entender como o “mundo da arte” pode se relacionar com outros mundos; e 3. pensar o papel do artista nesta relação. O projeto Arte e esfera pública proporcionou atividades de formação e amadurecimento a respeito de práticas artísticas relacionadas à cidade/a contextos específicos (arte site-specific). Além disso, foram apresentados e debatidos projetos que repensam as exposições de arte (a própria BASE móvel, o Arquivo de emergência, a Biblioteca, o Café Educativo, as Exposições portáteis, o Projeto Matéria e a exposição Não há nada para ver).
Foi importante também articular diferentes espaços na cidade, frequentados por públicos diferentes: o Centro Cultural São Paulo, que acolhe um público bastante diversificado, inclusive o “público da arte”; a Casa da Cidade, espaço normalmente frequentado por arquitetos, urbanistas e militantes de movimentos sociais; e o Jamac, frequentado por moradores do Jardim Miriam, bairro periférico de São Paulo. Houve um deslocamento do público desses espaços, diálogo entre pessoas de experiências/conhecimentos diferentes e a produção de um público único, específico. Hoje algumas pessoas que se conheceram nas oficinas do projeto Arte e esfera pública estão desenvolvendo projetos em colaboração.